Esta reunião foi o reinício da estruturação do IBEP, realizada no dia 26 de novembro, de 2018 no Restaurante Peixe Vivo. Foi nessa reunião que se criou a Comissão Reorganizadora do Instituto, composta por: Roberto Amaral; Celso Amorim; Roberto Saturnino Braga; Luiz F. Taranto; Sônia Fleury; Marcelo Barbosa; Francis Bogossian; Kadú Machado; Lincoln Penna; Juliana Moreira; Nelson Rocha; Pedro Porto e Marta Skinner.”
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Convite para a reunião de reestruturação do IBEP
Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2018
Amigas, amigos
Passados os primeiros momentos de justa perplexidade e angústia, cada um de nós se pergunta: o que fazer? Penso que, antes de mais nada, temos dois desafios combinados: 1) mantermo-nos articulados, evitando a dispersão (conditio sine qua non para a luta); e 2) decifrar a esfinge, pois, sem compreender o significado do processo político, dificilmente teremos condições de intervenção acertada.
Como cidadãs e cidadãos, temos variadas formas de atuação política, seja a via sindical, seja a via partidária ou associativa; como intelectuais temos, ademais, o dever da análise histórica, da reflexão e da formulação. A velha e conhecida díade teoria-prática constitui uma unidade, pois, ensina-nos a História, a teoria sem a prática leva ao niilismo, e a prática sem a teoria (a pesquisa, o estudo) leva ora ao vanguardismo, ora ao voluntarismo, mas leva, fundamentalmente à prática reincidente de erros, como talvez atestem os últimos anos de nossa política real.
Precisamos, pois, voltar às nossas rodadas de conversas iniciadas, para alguns e algumas, na experiência do ‘Coletivo dos intelectuais fluminenses pela democracia’ e, como exige a realidade ingrata, dar um passo à frente. Com vários amigos comuns estamos chamando todos para uma reunião no próximo 26/11 para um debate, aberto, sobre a crise, e a avaliação de uma proposta concreta de ativação do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos-IBEP, fundado em 2013 no Rio de Janeiro. Penso que o IBEP, que agora se torna mais do que nunca, uma necessidade, pode atender às urgências de nos manter articulados, de ensejar condições de reflexão e estudos e formulação, e de abrir campo para a atuação política concreta.
Entre os fundadores do IBEP estão Mauro Santayana, Samuel Pinheiro Guimarães, Ceci Juruá, Gizlene Nader, Saturnino Braga, Eny Moreira, Pedro Celestino, Renato Guimarães e Carlos Lessa.
O Instituto realizou diversos eventos, inclusive uma série de debates no Sindicato dos Professores e no Clube de Engenharia, o último dos quais lançou a ideia de Frente Ampla, a semente da Frente Brasil Popular, que volta com ainda mais força à ordem do dia.
O IBEP pode e deve desempenhar o duplo papel de aglutinação e formulação teórica como fundamento de nossa resistência ativa e de nossas ações.
O anúncio de sua reativação vem despertando grande interesse em outros Estados, como Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí e São Paulo, o que acena com a possibilidade de construção de uma rede nacional. Tomo a liberdade de anexar o atual Estatuto.
Consultado, o ministro Celso Amorim admite assumir a presidência do IBEP, desde que possa contar com nosso apoio coletivo e permanente.
Abraços,
Roberto Amaral
Luiz F. Taranto